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19 de mar. de 2015

SABATHS



Na postagem Esbaths conhecemos os festivais ligados à Lua e mais voltados à Deusa.

Os Sabaths são aqueles relacionados ao ciclo do Sol,intimamente ligados ao que chamamos de “A Roda do Ano”, uma representação a nível cosmológico das crenças em um ciclo de nascimento, vida, morte e renascimento, considerando, também, o ciclo das colheitas, estações do ano e fases da Lua.

As principais são as festividades Solares ligadas astronomicamente aos Solstícios e os Equinócios, comemorando cada estação do ano:


FESTIVAL      HEMISFÉRIO SUL        HEMISFÉRIO NORTE

SHAMHAIM      30 DE ABRIL           31 DE OUTUBRO
YULE          21 DE JUNHO           21 DE DEZEMBRO
CANDLEMAS     1 DE AGOSTO           02 DE FEVEREIRO
OSTARA        21 DE SETEMBRO        21 DE MARÇO
BELTANE       31 DE OUTUBRO         30 DE ABRIL
LITHA         21 DE DEZEMBRO        21 DE JUNHO
LAMMAS        02 DE FEVEREIRO       01 DE AGOSTO
MABON         21 DE MARÇO           21 DE SETEMBRO

18 de mar. de 2015

BEBIDA MÁGICA DE MABON


Numa taça de Sidra de Maçã esquentada no caldeirão (não deixar ferver) acrescente canela e pequenas rodelas de maçã;

Essa bebida sagrada tem um significado profundo.
A maçã rege o coração, a sidra representa o "eu" e a canela representa a essência solar.
Quando ingerimos essa bebida é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol.

16 de mar. de 2015

MABON


21 DE MARÇO NO HEMISFÉRIO SUL - 21 DE SETEMBRO NO HEMISFÉRIO NORTE

Este é o segundo dos Festivais da Colheita a segunda colheita do ano. As plantações, aos poucos, vão desaparecendo, enquanto os estoques se enchem. 

Derrama-se leite sobre a terra para agradecer por sua fertilidade e bondade. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera e o chão, forrado com folhas secas. 

A fraqueza do Deus já se faz sentir, está agonizando e logo morrerá.

Período Negro do ano se aproxima aos poucos. É uma data especial para invocarmos espíritos familiares, guardiães e antepassados, para pedir  ajuda e aconselhamento no período mais negro da Roda, que em pouco tempo se fará presente. 

Agora, nos fechamos, e nossos corações voltam-se para nós mesmos. 

No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Devemos, ainda, pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto.

Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos. 

COMEMORANDO O MABON

Decore o altar com cones, ramos de Carvalho, Pinho e Cipreste, espigas de milho, raminhos de trigo, e outras frutas e cones. Também coloque uma pequena cesta rústica com folhas secas de várias cores e formatos. 

Prepare o altar, acenda as velas e o incenso e crie o círculo. 

Invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, erguendo a cesta com folhas, espalhe lentamente para que caiam no solo dentro do círculo, entoando palavras como as que se seguem: 

"Folhas caem e o dia esfria.
A Deusa puxa seu manto sobre a terra e a seu redor
Enquanto você, ó Grande Sol, 
caminha em direção ao oeste
Para a Terra do Encantamento Eterno, 
envolto no frescor da noite.
As frutas amadurecem e as semente
 caem.
As horas do dia e da Noite se equilibram.
Ventos frios sopram do norte num lamento.
Nesta aparente extinção do poder da natureza, 
Ó Deusa Abençoada,
eu sei que a vida continua,
pois não há vida sem morte.
Abençoado seja, ó Deus caído,
enquanto viaja para as terras do inverno
e para os braços amorosos da Deusa."

Depois erga a cesta e diga: 

"Ó Graciosa Deusa da fertilidade, semeei e colhi os frutos de meus atos, bons e ruins.
Conceda-me a coragem para plantar sementes de prazer no ano vindouro, afastando a miséria e o ódio.
Luminosos seres da noite ensinam-me os segredo de uma existência sábia neste planeta"

Faça trabalhos de magia se necessários.Celebre um banquete Simples.O circulo está desfeito. 

ERVAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE OUTONO - MABON

Áster, Madressilva, Malmequer, Mirra, Folhas de Carvalho, Flor de Maracujá, Avelã, Milho, Álamo, Feixes de Trigo e Cones de Cipreste. 

COMIDAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE OUTONO - MABON

Pão de Milho, Milho, Abóbora e feijões cozidos e Leite.

2 de fev. de 2015

BLESSED IMBOLC

O CRESCIMENTO DA LUZ
(Imbolg, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercalia)
HS: 01°/02 de Agosto HN: 01°/02 de Fevereiro


Este Sabbath originou-se na antiga Irlanda, nas comemorações da Deusa Brighid, Brigid ou Brigith, homenageada como a "Noiva do Sol". Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra congelada. Na Roda do Ano, Imbolc é o oposto de Lughnasadh e festeja a Deusa como Donzela.

Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor. A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária, a Purificação de Maria. A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.

Brigidh ou Bride (pronuncia-se Bríd), era uma Deusa Tríplice, regente da Inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), da cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da Metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

O Sabbath Imbolc, cujo nome significa "apressar-se", celebrava o aumento da luz e a derrota do inverno. Na véspera, todos os fogos e luzes eram apagados para serem reacesos, ritualisticamente, com as brasas das fogueiras dedicadas a Brigith.

Neste dia, com a comemoração do Disting, os povos nórdicos "enterravam" a negatividade e as agruras do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificavam a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.

A versão romana deste Sabbath (que originou a Treguenda relativa na Bruxaria Italiana) era a Lupercália e os alegres festejos para as Deusas Frebua, Diana e Vênus.

Na maioria das Tradições da Wicca, nesta data, são feitas as Iniciações dos novos adeptos e as Confirmações das Sacerdotisas. Por ser Brigith uma Deusa da cura, padroeira das Fontes Sagradas, ela era invocada nos rituais de purificação e cura, sendo reverenciada nas Fontes a ela consagradas. Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às antigas Fontes Sagradas, atualmente dedicadas a Maria ou às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.

A atmosfera deste festival é marcada pelo despertar das sementes, dos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.

Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, cerâmica ou dança.


Fonte: FAUR, Mirella. O Anuário da Grande Mãe: guia prático de rituais para celebrar a Deusa - São Paulo: Gaia, 1999.


20 de jun. de 2009

YULE


Yule, festival das Luzes, o fria sente-se lá fora, mas no interior da Terra um burbulhar frenético está a despertar…

Data:
Solstício de Inverno, 1º do Capricórnio, 1ª lua cheia de Dezembro.

Outros Nomes:
Alban Arthan (Luz do urso), Midwinter. Jul (nordico antigo), Saturnalia (Roma), Yuletide (Teutonico), Midwinter, Fionn's Day, Alban Arthuan (Druidico), Gehul (Saxão), Häul (gallês), Zagmuk (mesopotanio), Dia das Mães (Anglo-Saxons), Natal (cristão), Xmas, Festival do Sol, Solstício de Inverno, Festival das Luzes

Primeiro mito de Yule:
Nascimento do Deus Sol.
Desde Samhain que o Deus permanece no outro mundo, o dia tornou-se mais curto e Frio e a fauna e a flora dormem profundamente. No entanto a Deusa grávida pressente o momento de seu filho renascer. É Então, que na noite mais curta do ano, em Yule, que fecundado no fogo da terra, o ventre materno, o Deus sol renasce. Ele é o Filho da Deusa que lhe ofrece o seu reino ao Rei Sol ainda frágil, mas portador de promessas e esperanças…

Segundo Mito de yule:
“Mito do Rei do Carvalho e do rei do Azevinho”
Este mito divide a roda do ano em duas metades, a metade de Luz presidida pelo Rei Carvalho e a metade escuridão pelo Rei Azevinho.
Os Dois são Irmãos gémeos e consortes rivais pelo o amor da Deusa, que preside sempre aos combates consciente que a Roda sempre continua a girar.
Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que preside no trono, dias de sol e quentes que vão crescendo até ao solstício de verão, onde já cançado trava uma batalha ritual com o seu irmão Rei Azevinho (escuridão), que o mata e toma o seu lugar no trono, dias mais curtos, a sombra instala-se com seu manto de frio.
Em Yule o Rei Carvalho que durante os seis meses sombrios pode repousar, revigorar-se e regenerar-se, regressa do outro mundo e reclama o seu trono. Trava-se mais um combate ritual entre os dois irmãos e o Rei Carvalho, derrota o Rei Azevinho. E assim reina por mais seis meses dando continuidade ao ciculo que se repente continuamente.
O rei Carvalho e o rei Azevinho são na realidade uma representação do próprio Deus Cornudo que quando deus Carvalho revela-nos o aspecto de renascimento da Luz e quando Rei Azevinho o seu aspecto de morte, de escuridão. Algumas versões da lenda representam o Rei da Luz pelo Veado e o rei das sombras pelo Lobo.



Deusas:
Isis, Athena, Hathor, Hecate, Ixchel, Minerva, Démeter, Gaea, Diana, Brigid, Belisama, Artémis, Arianrhod, Skuld, Aradia, Selena, Sulis, Jeanne d'Arc, Daphne, Gwenhwyfar, Blodeuwedd, Rhiannon-Epona, Befana, Holda, Maria, Tonazin, Lucina, Bona Dea, Eva, Rainha das Neves, Hertha, Freya… Todas as Deusas virginais, das neves, do frio e deusas Mães.

Deuses:
Mithra, Adonis, Apollo, Deus Cornudo, Hélios, Greenman, Lugh, Ra, Rei Carvalho, Odin, Dyonisio, Attis, Saturno, Cronos, Horus, Jesus, Balder, Santa Claus, Sol Invicta, Janus, Marduk… Todos os deuses do Sol.

Símbolos de Yule:
O Tronco de Yule, o pinheiro de Yule, castiçal de Yule, croas de azevinho, enfeites visco, estrela de natal, flocos de neve, seiva, gelo, leite, poços, embrulhos de presentes, estrelas, sol, lua, sinos, pequeno povo, musgo, grinaldas, doces, pinhas, bulotas, visco, hera, rodas solares

Runas:
Perthro, Algiz, Sowilo

Cores:
Vermelho, Verde, Dourado, Prateado, Azul e Branco.

Plantas:
Carvalho (rpresenta a vida), Cedro, Pinho, Visco, Azevinho, Hera, Cardo Santo, Laureiro (para a sorte e protecção), Canela (para a prosperidade), Noz Muscada, Salsa, Pinhas, Gardénia, Rosmaninho, Salvia, Camomila, Juniperos, Rosas vermelhas e brancas, salgueiro, maçãs (representa imortalidade), Estrelas de Natal… todas as arvores que não perdem as suas folhas no Inverno e todas as arvores coníferas.

Incenso:
Cedro, pinho, loureiro, canela, verbena, olibano, mirra, bulota triturada, carvalho, azevinho, maçã, salvia, canela…

Animais:
Veado, Renas, Lobo, Esquilos, Gato, Búfalo Branco, Urso,

Seres Míticos:
Trolls, Fénix, Duendes, Gnomos, Fadas das neves,

Carta de Tarot:
A Temperança -Arcana Maior 14

Elemento:
Terra

Planeta:
Jupiter

Pedras:
Rubi, Esmeralda, Diamante, Olho-de-tigre, Cristal

Alimentos:
Festival de vários dias, as dietas estão proibidas, deve haver fartura na mesa.
Os Celtas representavam os três mundos, agradecendo assim a caça e a pesca, representavam um prato com peixe (água), um prato com carne, geralmente assada, (terra) e um prato de aves (ar).
Laranjas, Frutos Secos, Especierias, Batatas, Maçãs, Peras, Cenouras, Alhos-Porros, Nabos, Noz, Amêndoas, Gengibre, Biscoitos em formas de estrelas, luas, animais, sol…, Bolos, Tronco de natal, Rabanadas, Broas, Tartes, Pizzas (saliente-se que as pizzas e tartes teem a forma circular representando a roda do ano ou o próprio sol), Mel, Chocolates, Leite, Natas, Queijos, Guizados, Frango, Perdizes, Peru, Porco, Leitão, Pombo, Coelho, Lebre, Javali, Salmão, Bacalhau, ….
Todas as etravagancias são permitidas, usem e abusem dos doces e das especiarias.

Bebidas:
Bebidas para aquecer, vinho quente e frio, cerveija, cidra quente e fria, chás, eggnog, leite com mel, leites quentes, Punchs quentes, …

Rituais:
Honra a Deusa Mãe, Celebrar o nascimento do Deus, Renascimento, Transformação, Luz, Inspiração, Criatividade, Regeneração, Beleza, Paz, Harmonia, Felicidade, Novos Recomeços, Crescimentos, Prosperidade, Crescimento Profisional, Cura, Protecção, Equilíbrio, Meditação, e rituais relacionados com mulheres grávidas e crianças recém nascidas.

InfluÊncias:
Moderação, Esperança, Temperança, Equilíbrio, Harmonia, Alegria, Paz…

Atividades:
Cantar, Reuniões Familiares, Queimar o tronco de Yule (em falta acenda três velas), Enfeitar a casa, Enfeitar o pinheiro de Yule, Troca dr presentes (principalmente criados por nos próprios), Fazer croas de azevinho, Representações solares, Passear na natureza, Fazer bonecos de neve, Cozinhar, Libações, Ofrendas aos deuses e ao pequeno povo, Tocar sinos (para atrair as fadas), Tambores (para acompanhar o nascimento do Sol), Espalhar azevinho pela casa e beijar sempre que se passe por ele, Fazer guirnaldas de pipocas cobertas de mel e ofrecer em arvores selvagens para alimentar as pequenas aves, Dexar presentes na natureza, fazer, fazer rodas do ano, Decorar um tronco de yule, endurar guizos nas janelas de casa, Manter um fogo aceso até ao alvorescer, Acender uma vela em todas as divisões da casa (para trazer luz em todas as divisões).

Sentido Simbólico em nosso ser:
Yule é o momento de renascer, de transformação, de fazer uma introspecção sobre nos próprios lembrando-se sempre que dias melhores virão. Refletir sobre a humanidade e natureza, a importância de não olhar e pensar apenas em nos e reconhecer a humanidade e todos os seres vivos como um todo necessário e vivo.

Palavra-chave: Esperança, tal como acontece na natureza, que dorme calmamente pronta a despertar, mesmo sabendo que dias de frio ainda vêem pela frente sabem que persiste a esperança.

CERIDWEN E YULE

Segundo o calendário celta, neste sábado 20 de junho comemora-se entre os pagãos o dia de Cerridween. Seu símbolo é uma porca branca. É uma deusa de Gales. Ela domina a morte, a fertilidade, a inspiração, a magia, a ciência, a regeneração, as ervas, a poesia e os encantamentos. Particularmente. Existem outras denominações como Caridwen, Deusa da Lua, Grande mãe, Deusa dos Grãos, Deusa da Natureza. Particularmente é a deidade que consideraria completa. Até por anteceder um período que gosto muito, dia 21 de junho ,acontece aqui no emisfério sul, o Yule (Solstício de Inverno); Litha no emisfério norte. No Yule as roupas são sóbrias celebrando o inverno que chega. Come-se frutas, bolos de castanhas embebidos em cidra, carne de porco, chás de hibisco ou gengibre. Celebrava-se o nascimento da Criança Solar ou "Rei Sagrado". É o dia mais curto do ano, onde se busca a criança interior em contato com a Deusa Mãe.
Deusa da Lua nova para os antigos celtas. Cerridween é representada pelo caldeirão.
Hoje, faça um arroz especial em seu caldeirão, pedindo à deusa que lhe traga muito amor e paz. Use arroz, leite, canela, cravo e açúcar.
Outra magia que pode fazer é para saber quanto tempo levará até realizar um desejo. Coloque no caldeirão doze grãos de feijão branco e um preto. De olhos fechados, pergunte quantas luas levarão até seu desejo ser realizado. Quantos grãos brancos pegar antes do preto é o número de luas que terá que esperar.



MAGIA PARA YULE
Dia de Ceridwen, a Deusa da Lua Nova. Pegue um "caldeirão" e coloque doze grãos de feijão branco e um grão de feijão preto. Feche os olhos e escolha um grão. A quantidade de grãos tirados até encontrar o preto é a quantidade de luas até que seu desejo tão esperado se realize.

RITUAL À CERIDWEN
Cerridwen está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundos. Seus rituais são realizados na Lua Minguante, que é seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de NIGREDO, Senhora da Noite. Para realizar seu ritual e dar boas vindas à lua minguante você vai precisar de :
1 Vela Branca
1 Vela Vermelha
1 Vela Preta
O Caldeirão com Água
A Taça com Água
O Athame
Folhas de Louro ou Eucalipto
Disponha as 3 velas em forma de triângulo sobre o altar de forma que a preta fique a esquerda, a branca a direita e a vermelha no topo do triângulo, coloque o caldeirão no meio do triângulo formado pelas velas, coloque a taça abaixo do triângulo de velas então chame por Ceridwen :
"Oh antiga Deusa que reside no Norte
aquela que conhece o passado de todas as coisas,
ouça o meu chamado e que
minha invocação seja agradável aos seus olhos,
Oh Nigudo senhora da sabedoria e compreensão.
Ceridwen Mãe Celeste que a Lua Minguante
seja bem vinda e que seus poderes de exterminar
com todas as coisas negativas se espalhe sobre o mundo,
transmutando os Karmas,
solucionando os problemas,
curando as doenças,
afastando as intrigas,
a inveja, os obstáculos e
problemas que nos impedem de chegar a plena felicidade.
Oh Deusa da Inspiração e Criação,
venha em nosso auxílio!"
Espalhe as folhas de louro ou eucalipto sobre o altar coloque o athame em cima das mesmas dizendo:
"Mãe do caldeirão sagrado que sua face minguante seja bem vinda a este mundo para que tenhamos paz, saúde e bons presságios.
Que assim seja e que assim se faça para o bem de todos."

YULE - SOLSTÍCIO DE INVERNO

21 de Dezembro) H. Norte / (21 de Junho) H. Sul
Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra. O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão utilizadas no Natal são árvores cujas as folhas perenes e sempre verdes, e por isso simbolizam a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.



COMEMORANDO O YULE
O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim, louro, zimbo e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo. Folhas secas também podem ser colocadas no altar. Encha o caldeirão - no altar e sobre uma superfície à prova de fogo - com algum líquido inflamável(álcool), ou então coloque uma vela vermelha dentro do caldeirão. Em rituais externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acesa durante o ritual. Prepare o Altar, acenda as velas e o incenso, crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. de pé diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes. "Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono. Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem. Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda. Não me aflijo, logo isto também será passado." Acenda o caldeirão(ou a vela),usando fósforos longos ou uma vela, Enquanto as chamas crepitam, diga: Acendo este fogo em sua honra, Deusa Mãe. Você criou vida a partir da morte; o calor do frio; O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo. Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna! Salve, mãe de Tudo! Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário, observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo: A roda gira, o poder queima! Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na Terra mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim sua continuação. Dê boas vindas ao Deus. Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga: Grande Deus do Sol, Saúdo o Teu retorno. Que brilhes sobre a Deusa; Que brilhes sobre a Terra, Espalhando as semente e fertilizando o solo. A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol! Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir! Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.


ERVAS TÍPICAS DO YULE
Louro, Camomila, Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.

COMIDAS TÍPICAS DO YULE
Carne de porco, castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.

5 de fev. de 2009

Lughnasadh



Hemisfério Sul: 2 de fevereiro
Hemisfério Norte: 1o. de Agosto




Esse sabá, que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono Mabon), marca o fim do verão e o início da época da colheita, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos.

Os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.

Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu ruim, pois tudo o que acontece na vida faz parte no caminho evolutivo de cada um.

Era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas, que neste dia, realizavam rituais de proteção e homenageavam a Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

O nome Lammas significa "A Massa de Lugh", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos.

Além da tradicional Massa de Lugh, nessa época são feitos bonecos de palha (de milho ou trigo) representando os Deuses, chamados de Senhor e Senhora do Milho. Esses bonecos são tidos como amuletos de proteção durante todo o ano, até o próximo Lammas, onde são queimadas na fogueira ou no caldeirão.

Na fogueira, os bonecos de milho do ano passado, juntamente com papéis contendo agradecimentos aos Deuses, são queimados; isso ocorre como uma maneira de lembrar aos wiccanos de que devemos queimar o passado e utilizá-lo como combustível para o nosso futuro.

As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproximando-se a época da partida dO Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre dA Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).



Correspondências:
Plantas e frutos: Flores da acácia, aloés, olíbano, nozes, cerejas, arroz, cevada, urze, murta, girassol, milho, aveia, trigo, amoras, maçãs, além de todos os grãos e frutos maduros da estação.

Comidas típicas: Pães caseiros, bolos de cevada, cordeiro assado, além de tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.

Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, chás e sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação.

Incensos: aloés, acácia, aloé, olíbano, rosa e sândalo.

Cores: laranja e amarela.

Pedras: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.

Deuses geralmente representados: Lugh, Baco, Apolo, Rá, Ceres, Deméter, Mani, Urihi, Kupeirup, Iaçá, Danu, Gaia, Pele, Brigid, Uzume, e os demais deuses e deusas da colheita, fartura e proteção.


Toque Brasileiro
Grande parte dos bruxos brasileiros prefere utilizar simbolismos mais próximos à cultura do Brasil, principalmente os simbolismos da cultura indígena (que são considerados os mais ‘originais’ dos brasileiros).

Nesse sabá, podemos citar a Deusa indígena Mani.
Segundo a lenda, a filha do chefe de uma tribo apareceu grávida, porém ela jurava não ter se deitado com homem algum. O pai, seguindo a tradição, mata-la-ia; entretanto, na noite anterior ao ato, um espírito dos Antigos Anciãos da sua tribo veio-lhe em sonho e disse-lhe que a criança possuiria uma grande magia e que não deveria ser morta. Quando a criança nasceu, sua pele era tão branca que mais parecia a própria lua a brilhar. Já nasceu sabendo falar, no segundo dia de vida, aprendeu a andar. Após um ano, aconselhando a tribo com as sábias palavras de uma Deusa, Mani morreu. Segundo a tradição, foi enterrada na oca de sua mãe, que a regava todos os dias. Dentro de algum tempo, uma planta nasceu naquele lugar, uma planta cujas raízes escuras eram tão grandes que chegaram a sair do chão. Entretanto, o interior da raiz era tão branco quanto a alva pele de Mani; assim a planta ficou conhecida como Mandioca, que quer dizer, a Oca (casa) de Mani.

Por isso, em honra a Deusa Mani, também é muito comum no Brasil a valorização da mandioca e de outras plantas típicas no ritual de Lughnasad: a Festa da Colheita

8 de ago. de 2008

Imbolc - O Crescimento da Luz


Hemifério Sul: 01°/02 de Agosto Hemisfério Norte: 01°/02 de Fevereiro
Também chamado de Imbolg,Oilmec, Candlemas, ou Treguenda Lupercalia, este Sabbath originou-se na antiga Irlanda, nas comemorações da Deusa Brighid, Brigid ou Brigith, homenageada como a "Noiva do Sol". Apesar de estarem no auge do inverno, este festival era dedicado ao aumento da luz e ao despertar das sementes enterradas na terra congelada. Na Roda do Ano, Imbolc é o oposto de Lughnasadh e festeja a Deusa como Donzela.
Imbolc ocorre seis semanas após Yule, simbolizando a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor. A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta data na festa da Candelária, a Purificação de Maria. A própria Deusa Brighid foi cristianizada como Santa Brígida e seu santuário foi transformado em um mosteiro de monjas.
Brigidh ou Bride (pronuncia-se Bríd), era uma Deusa Tríplice, regente da Inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), da cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da Metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Por ser uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam ou ativavam o Fogo Criador. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.
O Sabbath Imbolc, cujo nome significa "apressar-se", celebrava o aumento da luz e a derrota do inverno. Na véspera, todos os fogos e luzes eram apagados para serem reacesos, ritualisticamente, com as brasas das fogueiras dedicadas a Brigith.
Neste dia, com a comemoração do Disting, os povos nórdicos "enterravam" a negatividade e as agruras do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificavam a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.
A versão romana deste Sabbath (que originou a Treguenda relativa na Bruxaria Italiana) era a Lupercália e os alegres festejos para as Deusas Frebua, Diana e Vênus.
Na maioria das Tradições da Wicca, nesta data, são feitas as Iniciações dos novos adeptos e as Confirmações das Sacerdotisas. Por ser Brigith uma Deusa da cura, padroeira das Fontes Sagradas, ela era invocada nos rituais de purificação e cura, sendo reverenciada nas Fontes a ela consagradas. Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às antigas Fontes Sagradas, atualmente dedicadas a Maria ou às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.
A atmosfera deste festival é marcada pelo despertar das sementes, dos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.
Imbolc é uma data propícia para despertar a criatividade e abrir-se para a inspiração por meio da poesia, canções, narrativas, desenho, cerâmica ou dança.
Suas cores podem espelhar a pureza (branco, azul claro) ou as chamas (vermelho, laranja).
Fonte: FAUR, Mirella. O Anuário da Grande Mãe: guia prático de rituais para celebrar a Deusa - São Paulo: Gaia, 1999.

20 de jun. de 2008

YULE


21 de junho no hemisfério Sul
21 de dezembro no hemisfério Norte Também conhecido por Natal, Ritual de Inverno (meio do inverno) e Alba Arthan, esse é o Sabat do Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra e as noites passam a ser mais curtas, sendo a escuridão vencida pela luz, ou o Deus do Azevinho (Senhor das Sombras) vencido pelo Deus do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa). É quando a Deusa, celebrada em seu aspecto de Grande Mãe dá à luz seu Filho-Deus, honrado como a Criança da Promessa, renovado e forte, que vem para trazer Luz ao mundo e livrá-lo da escuridão da morte ocorrida em Samhaim. No hemisfério Norte, a data é comemorada em 21 de dezembro e foi aproveitada pela religião Cristã para determinar o nascimento de Jesus Menino, que veio ao mundo como um Deus criança, com promessa de alegria, salvação e renovação. O Natal Cristão é, nada mais, que uma cópia do Natal Pagão, celebrado muito antes da era Cristã.
Tendo deixado o velho morrer e o desgastado ir embora em Samhain, em Yule é tempo de reencontrar a esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações, concedam novas oportunidades, força e coragem para deixarmos o novo nascer em nossa vida, sem medo do desconhecido e imprevisto. Seja qual for a dificuldade enfrentada no momento, é hora de confiar na Luz que está nascendo para solucionar os problemas e vencer os obstáculos. São também celebrados o amor, a união da família e realizações do ano que passou. Fase ideal para realização de feitiços e
amuletos voltados para a proteção.
Coloque flores e frutos da época no altar. Acenda velas para celebrar o retorno da luz, de preferência vermelha e verde-escuro como símbolo da Grande Mãe e do Deus Menino. Pode ainda fazer guirlandas e enfeitar árvores, c
ostumes praticados pelos pagãos, que tinham a árvore como sagrada, a ponto de nomear os meses. São ervas, árvores, frutas e flores típicas do Yule, o louro, a hera, a camomila, o alecrim, o cardo-santo, a sálvia, o zimbo, o pinheiro (lembrando da árvore de natal montada no hemisfério norte), o azevinho, o olíbano, o junípero, a castanha, a maçã, a pera, o melão, a uva, a noz, a sempre-viva, o visco, o musgo, o carvalho e a salvia. É costume servir carne de porco e peru assado, além de vinho, champagne e chá de gengibre e hibisco. As cores são dourado, vermelho, branco e verde-escuro. Pedras usadas: olho-de-gato, granada e rubi. Incensos: Mirra, Absinto, Pinus, Almiscar e os produzidos com as plantas, ervas e flores do ritual.

RITUAL DE YULE PARA PRATICANTES SOLITÁRIOS




Você vai precisar de:


- 1 vela representando a Criança da Promessa (pode ser dourada, amarela ou branca)
- 1 vela verde
- 1 vela vermelha
- taça com vinho
- seu caldeirão
- incenso de pinho ou outro típico do ritual


Coloque a vela dourada (ou da cor que você achou melhor) dentro do caldeirão. Em seguida, coloque a vela vermelha ao lado direito de seu altar e a vela verde do lado esquerdo.
Acenda o incenso.
Trace o círculo mágico da maneira como você costuma traçar e diga a seguinte invocação:

"Eu hoje celebro o nascimento da Criança da promessa!
A Deusa é Mãe e eu invoco os espíritos da luz! O Sol renasce!"

Acenda a vela vermelha que está ao seu lado direito e diga:

"Com esta vela eu honro os espíritos do Fogo!"

Acenda a vela verde e diga:

"Com esta vela eu honro os espíritos da Natureza!"

Acenda a vela que está dentro do caldeirão e diga:

"Com esta vela, que está no ventre da Deusa, na escuridão, eu celebro e honro a Criança da Promessa que nasce agora e traz a volta da luz!
Pelo poder e pela luz, eu celebro e dou as boas-vindas ao filho da Deusa, que é o Sol renascido.
Seja bem-vinda, criança divina!"




Entoe um cântico em homenagem ao Deus renascido ou leia algum texto sagrado em sua homenagem, podendo ser a Carga do Deus.

Medite sobre as características deste momento na Natureza e em sua vida e quando achar que está bom, diga:

"Abençoados sejam a Deusa e o Deus que giram mais uma vez a Roda da Vida.
Dou as boas-vindas ao inverno e celebro o movimento eterno da Natureza.
Que o Sol volte a brilhar cada dia mais, e que todos sejam beneficiados com isso!"

Eleve a taça com vinho e diga:

"Eu bebo este vinho em homenagem à Deusa e à Criança Que Nasce!"

Beba o vinho e faça uma saudação aos deuses, agradecendo a eles pelo ritual.

Finalize da maneira como está acostumado e destrace o círculo.

19 de jun. de 2008

BANHO DE ERVAS PARA YULE


- Pétalas de 3 rosas brancas
- Galhos de manjericão
-1 colher de café de pó de gengibre
- 8 folhas de boldo

Desbaste os galhos de manjericão para deixar só as folhas.
Em seu caldeirão ou em uma bacia, de preferência de ágata branca e nunca de plástico, coloque um pouco dágua, as pétalas de rosa, as folhas de manjericão e as folhas de boldo e esfregue as folhas na água como se estivesse esfregando uma peça de roupa.
Quando as folhas estiverem bem diluídas e você sentir que a energia da água mudou, acrescente o pó de gengibre e mexa, com a mão, em círculos no sentido horário.

COMEMORANDO O SANHAIM

Invoque a presença e proteção de seus Guardiões.
Trace o círculo.
Acenda as vela do Deus e da Deusa, invoque-Os e leia a Carga de cada um.
Deposite sobre o altar maçãs, romãs, abóboras e outros frutos do fim do outono. Flores outonais como Madressilva e crisântemos também são indicados.
Escreva num pedaço de papel um aspecto de sua vida do qual deseja livrar-se, um sentimento negativo ou um hábito ruim, doenças.
O caldeirão deve estar presente no altar.
Um pequeno prato com o símbolo da roda de oito aros também deve estar presente.
Sente-se em silêncio e pense nos amigos e nas pessoas amadas que não mais estão entre nós. Honre-os com suas memórias mas não os chame até você. Não se desespere. Saiba que partiram para coisas melhores. Tenha firme em mente que o plano físico não é a realidade absoluta, e que a alma jamais morre.
Erga uma das romãs, ou maçã, e com sua recém lavada faca de cabo branco, perfure a casca da romã ou parta a maçã ao meio. Remova diversas sementes da romã e coloque-as no prato com o desenho da roda. No caso da maçã, coloque metade da fruta.
Erga seu bastão, volte-se para o altar e diga:

"Nesta noite de Samhain assinalo sua passagem,
Ó rei Sol através do poente rumo à Terra da Juventude.
Assinalo também a passagem de todos os que já partiram,
E dos que irão posteriormente.
Ó Graciosa Deusa,
Eterna Mãe, que dá à Luz os caído,
Ensina-me a saber que nos momentos de maior escuridão
Surge a mais intensa luz."

Prove as sementes de romã que estão no prato, parta-as com seus dentes e saboreie seu gosto agridoce. Ou coma a metade da maçã, saboreando sua doçura.
Olhe para o símbolo de oito aros no prato: a roda do ano o ciclo das estações o fim e o início de toda a criação.
Acenda um fogo dentro do caldeirão, uma vela serve. Segurando o papel, sente-se diante dele, observando suas chamas e diga:

"Ó Sabia Lua, Deusa da noite estrelada,
Criei este fogo dentro de seu caldeirão
para transformar o que me vem atormentando.
Que as energias se revertam:
Das trevas, luz!
Do mal, o bem!
Da morte, o nascimento!"

Ateie fogo ao papel com as chamas do caldeirão e jogue-o em seu interior.
Enquanto queima, saiba que o mal diminui, reduzindo-se e finalmente o abandonando ao ser consumido pelos fogos universais.
Libere quaisquer dores e sentimentos de perda que possa sentir nas chamas do caldeirão
Se quiser pode, em seguida, utilizar métodos para adivinhar o futuro e ver o passado.
Trabalhos de magia, se necessários podem-se seguir.
Celebre o banquete simples.
Agradeça a presença do Deus e da Deusa.
Destrace o círculo.
Agradeça a seus Guardiões.

18 de jun. de 2008

SAMHAIN

A Morte do Deus
31 de outubro no hemisfério Norte
30 de abril no hemisfério Sul
Samhain (pronuncia-se Sou-ein), festejado em 31 de outubro no hemisfério Norte e em 30 de abril ou 1º de maio no hemisfério Sul, é o Ano-Novo dos Bruxos. Esse dia sagrado é conhecido por inúmeros nomes. Para muitos, talvez, o mais conhecido seja Halloween. Para nós, Bruxos, é a festa na qual honramos nossos ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão.


Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também o momento tradicional para celebrar a última das colheitas e se preparar para o Verão.
O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.
Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.
Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividida o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.
É o dia ideal para honrar os mortos, pois nele os véus que separam os mundos estão mais finos. Aqueles que morreram no ano passado e aqueles que estão reencarnando passam através dos véus e portais nesse dia. Os Portões das Sidhe estão abertos e nem humanos nem fadas precisam de senhas para entrar e sair.
Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).
Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. Toda a família, ou grupo, se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos. É tradicional também deixar um lugar à mesa para os ancestrais e lhes servir pratos como se eles estivessem presentes à ceia.
Para aqueles que não têm família para festejar e celebrar seus ancestrais, alimentos geralmente são deixados do lado de fora de casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.
É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.
De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).
Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.
Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.
Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.
Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.
Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O'Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. As sombras provocadas pela face esculpida n abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.
O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating, nas noites de Halloween, é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelo seus habitantes. O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.
O Deus neste período é identificado com os animais que eram sacrificados para continuidade da vida.
Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.
Correspondência de Samhain
Cores: preto e laranja
Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve.
Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras.
Ervas: nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.
Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.
Atividades:
Tomar resoluções para serem colocadas em prática no próximo ano que se inicia. Queima de pedidos. Confeccionar um Jack O'Lantern. Fazer oferendas de maçãs e pães no jardim dos ancestrais. Adivinhação através do Tarô, das Runas, da bola de cristal, da vidência em espelho negro e caldeirões com água. Fazer máscaras que expressem a sua sombra. Confeccionar vassouras. Confeccionar um Bastão Mágico. Confeccionar uma Witch's Cord (Corda de Bruxa) para proteção durante o decorrer do ano. Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte no ano que se inicia. Erigir um Altar com a foto de seus ancestrais amados e colocar oferendas sobre ele, demonstrando seu agradecimento e reconhecimento pelos feitos deles na Terra. Comidas e Bebidas Sagradas: maçã, romã, nozes, cidra, vinho quente, abóbora, chá de ervas, batata.
(fonte: WICCA A Religião da Deusa de Claudiney Prieto)